Você passa oito horas por dia olhando para a tela do computador. Depois, olha para o celular, talvez um tablet, antes de dormir. Isso resulta em cerca de dez a doze horas de exposição à luz azul por dia. A luz azul emitida pelas telas digitais pode degradar o colágeno e acelerar o envelhecimento da pele de forma comparável à luz ultravioleta.
As primeiras rugas aparecem muito mais cedo hoje em dia do que antigamente. Muitas pessoas as notam já aos 30 anos. início dos trinta anos, frequentemente ao redor dos olhos e na testa. A pele, que deveria ser firme e elástica, começa a perder a elasticidade, e o rosto apresenta sinais de cansaço e envelhecimento precoce.
A causa não é genética nem falta de cremes. A causa é a tela de 15 polegadas, que seguramos a cerca de trinta centímetros do rosto durante várias horas por dia.

A luz azul penetra mais profundamente do que você imagina.
Os raios UVA e UVB são conhecidos inimigos da pele, por isso nos protegemos deles com cremes que contêm UVA e UVB. fator protetor. A luz azul funciona de maneira diferente. A luz HEV, como é chamada pelos especialistas, consegue penetrar mais profundamente na pele do que a maioria dos raios UV. Ela atinge a derme, a camada intermediária da pele onde se encontram as fibras de colágeno e elastina. Quando a luz azul penetra nessa região, desencadeia uma reação em cadeia de estresse oxidativo.
Estresse oxidativo Isso significa que radicais livres são formados na pele. Essas moléculas são instáveis e atacam as células. As primeiras a serem afetadas são os fibroblastos, as células que produzem colágeno. Quando os fibroblastos são danificados, a produção de colágeno diminui. Ao mesmo tempo, a luz azul ativa enzimas chamadas metaloproteinases, que degradam o colágeno existente.
Dez anos em frente ao espelho

Um estudo de 2021 descobriu que diariamente Exposição de 8 horas A luz azul acelera o envelhecimento da pele em aproximadamente dez anosUma década. Não é um número insignificante. Significa que uma pessoa de trinta anos que passa a maior parte do dia em frente a uma tela pode parecer ter quarenta. E não estamos falando de pessoas que tomam sol sem proteção ou fumantes. Estamos falando de um dia normal de trabalho no escritório.
Essa combinação é particularmente problemática. Você começa a manhã em frente ao computador, checa o celular durante o intervalo e termina a noite assistindo a uma série no tablet.
Pele Sem tempo para regenerarOs fibroblastos estão em constante estado de dano, com acúmulo de estresse oxidativo. Os melanócitos, células responsáveis pela produção de pigmento, tornam-se hiperativos e começam a formar manchas pigmentares, semelhantes às manchas da idade. A diferença é que elas não aparecem aos sessenta anos, mas sim aos trinta.
A proteção existe, mas ninguém a utiliza.
É possível se proteger da luz azul. Existem medidas diárias para se proteger da luz azul. Cremes com proteção contra a luz HEVAssim como existem cremes com filtros UV, o problema é que a maioria das pessoas não os conhece ou não os leva a sério. O protetor solar já é um item essencial, enquanto o creme anti-luz azul ainda está na categoria "talvez mais tarde".

A verdade é que essa proteção deveria ser tão óbvia quanto a proteção solar. Principalmente para pessoas que trabalham em escritórios ou passam a maior parte do dia em ambientes fechados. Não há luz UV, mas há uma tela.Esta tela emite luz azul todos os dias, todas as horas, todos os minutos. O efeito cumulativo pode ser muito prejudicial.
Filtros nas telas Elas ajudam, mas não são suficientes. Reduzem a quantidade de luz azul, mas não a eliminam completamente. O modo noturno do seu celular é bom para os olhos e para o sono, mas não ajuda significativamente a pele, já que a luz azul ainda penetra, só que em menor quantidade.
A única solução real é Combinação: redução técnica da luz nos dispositivos e proteção física com cosméticos adequados.

Todos os dias são importantes
Um dia sem proteção não muda muita coisa. Mas quando esses dias somam três mil e quinhentos, o que equivale a cerca de dez anos de vida profissional, o prejuízo é evidente. O colágeno não se renova da noite para o dia.Uma vez destruída, a pele é regenerada lentamente pelo corpo, nunca completamente. A pele aos trinta anos ainda consegue se regenerar; aos quarenta, o processo é mais lento; e aos cinquenta, é quase inexistente.
Da próxima vez que você abrir a tela, pense em como estará sua pele daqui a dez anos. Dez dias não farão diferença. Mas cada dia pode fazer.






